domingo, 7 de março de 2010

Milk - A voz da igualdade



Milk é um daqueles filmes necessários. O filme conta a historia de Harvey Milk, que foi o primeiro homem assumidamente gay a ocupar um cargo publico. Harvey foi um grande lutador e liderou uma batalha pelos direitos dos homossexuais dentro da política no estado da Califórnia nos anos 70. Engraçado que toda essa luta de Harvey aconteceu e eu nem se quer havia nascido. Alguns pensam que essa batalha homossexual é algo novo, mas já havia homens e mulheres que lutavam pelo direito de ser homossexual á mais de 40 anos atrás e eles lutavam pela frase que diz que todos os homens são iguais. Todos os homens devem ter seus direitos como cidadãos respeitados. Eu não quero entrar aqui em uma discussão sobre homossexualismo, porque na verdade pra mim, o que dita se uma pessoa é boa ou ruim pra sociedade não é o que ela faz dentro de quatro paredes e sim fora dele. É o que você faz quando sai nas ruas que dita o que você é como pessoa. Eu recomendo esse belo filme que conta a luta desse homem, que mesmo lutando por algo que para algumas pessoas possa ser errado, foi corajoso no seu tempo e soube dar voz aos homossexuais. O filme tem Sean Penn, e só por isso já vale cada minuto. É um filme importante para que mais pessoas, principalmente os jovens entendam um pouco da historia e da luta dos homossexuais. Quem sabe assim eles não saiam julgando uma pessoa pela sua orientação sexual e sim pelo seu caráter.

Diretor(es): Gus Van Sant
Roteirista(s): Dustin Lance Black
Elenco: Sean Penn, Emile Hirsch, Josh Brolin, Diego Luna, James Franco, Alison Pill, Victor Garber, Denis O'Hare, Joseph Cross, Stephen Spinella, Lucas Grabeel, Brandon Boyce, Howard Rosenman, Kelvin Yu, Jeff Koons
Títulos Alternativos: Untitled Harvey Milk Project
Gênero: Biografia, Drama
Duração: 128 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dream


Sabe aquele dia que parecia que nunca chegaria ao fim. Aquele dia que tudo que poderia acontecer, aconteceu. Tantas coisas e você chega em casa cansada, com seus ossos doendo, dando graças á Deus por ter vencido mais esse dia. Então você coloca uma musica para acalmar e relaxar e eu tenho essa musica que ajuda á melhorar dias assim. É linda.

Musica de Priscilla Ahn - Dream


Longos caminhos no escuro através de madeiras cultivadas por trás do parque, perguntei a Deus, quem eu deveria ser.
As estrelas sorriram para mim, Deus respondeu em um devaneio silencioso. Eu disse uma oração e adormeci

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Brittany Murphy




Brittany Murphy morreu ontem após sofrer uma parada cardíaca enquanto tomava banho. Seu corpo foi encontrado por sua mãe, mas antes mesmo de chegar ao hospital ela já havia sido declarada morta. Pelo menos é essa noticia que está sendo divulgada em todos os sites. Não vou entrar em detalhes para falar do fato dela tomar muitos medicamentos ou coisa assim, mas sim vou falar do fato de que ela interpretou a personagem de alguns dos filmes que mais marcaram minha vida. A agenda secreta do meu namorado (Little Black Book). Filme muito pouco conhecido. Ao observar algumas das listas divulgadas de filmes em que Brittany participou muitas vezes ''A agenda secreta do meu namorado’’ nem se quer aparece. Mas é sem duvida meu filme preferido com a atriz e um dos meus filmes preferidos entre todos que eu já vi. Por quê? Bom... Por vários motivos que não convém detalhar aqui, ate porque pra mim o filme me chama atenção pelos detalhes da personalidade da personagem principal da historia e de como ela enxerga a vida e se mete em confusões sem sentido algum. Lembra um pouco a mim mesma eu acho. Mas resolvi fazer essa postagem somente para deixar minha singela e simples homenagem a essa bela atriz que deu vida á um dos meus personagens favoritos. Que descanse em paz.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

FLY AWAY HOME - Voando Para Casa






Não sei se minha emoção ao assistir esse filme está relacionada á algum período mensal destinado á mulheres em geral, ou se realmente á historia que esse filme conta é de fazer qualquer um que ame á natureza e tenha coração mole chorar. Eu chorei, confesso. O filme conta á historia de uma menina que sofre um acidente de carro com sua mãe. A mãe dela não sobrevive ao acidente, então ela vai viver com o seu pai em um sitio que fica no Canadá. O nome da menina é Amy, e apesar do pai dela fazer de tudo para agradá-la, ela não consegue ser muito simpática. Mas isso muda quando Amy encontra alguns ovos que caíram de uma arvore que foi derrubada. Ela cria um ambiente agradável ajudando os ovos a se chocarem e com isso nascem vários filhotes de ganso. Com a ajuda do pai, Amy cria os filhotes, mas conforme eles vão crescendo, o pai de Amy começa a ficar preocupado com o fato de que os gansos precisam aprender á voar para poderem imigrar durante o inverno, ou então eles não sobreviveriam. Pensando nisso ele tem a idéia de ensinar Amy á pilotar um avião e assim ajudá-los á voar, pois os gansos tinham Amy como sua mãe e a seguiam sempre que ela os chamava. Com isso Amy se torna noticia local, por ser a garota dos gansos e em uma aventura, ela e seu pai guiam os passaros á uma reserva para que eles possam sobreviver. A verdade é que contando á historia assim por escrito, não tem muita graça. Eu particularmente tenho esse DVD á séculos e nunca me dei o trabalho de assistir ao filme. Mas procurando algo para ver em minha estante descobri esse filme e resolvi dar uma chance para ele. Me surpreendi com a historia dessa garota que por amor aos seus animais enfrenta tantas coisas para garantir a sobrevivência dos Gansos. Uma lição de amor, principalmente de amor á natureza, que é tão importante para nós e para o planeta. Eu recomendo. O filme é antigo, foi lançado á mais de 10 anos atrás, em 1996, mas quem conseguir vê-lo vai se emocionar com esse bela historia. A musica que fecha o filme é linda e eu sei que apesar de ser uma historia simples, ela vai encantar aqueles que se propuserem á assisti-la.

sábado, 3 de outubro de 2009

Raimundo Fagner - Súplica Cearense



Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Meu Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará


Não consigo escrever sobre isso... foi minha vida inteira escutando suas musicas...Aos 6 anos de idade foi um disco dele que eu pedi de aniversario. Suas musicas estão na minha vida desde sempre. Ainda coloco voltando do trabalho, e depois passo uma base no rosto pra esconder as lagrimas. Herança da minha mãe que escutava Fagner comigo ainda na sua barriga. Não dá pra falar muito disso. Pessoal demais... mas deixo meu trecho preferido de uma musica que amo muito. Canteiros.

''E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza... E deixemos de coisa, cuidemos da vida. Senão chega a morte ou coisa parecida e nos arrasta moço sem ter visto a vida.''

FAGNER

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Na Natureza Selvagem



É um filme que eu vejo e revejo, e vejo de novo e sempre... sempre fico emocionada. Porque acredito em cada cena. Entendo o sentimento. Me sinto muito próxima de tudo que o Chris sente em relação ao mundo, ao comportamento das pessoas, as aparências, o falso moralismo... etc. A linha que me separa da ilusão e da realidade é muito fina, mas as vezes enxergo ela tão nítida,quase com um letreiro me avisando do teatro que a vida nos obriga á representar e observar algumas vezes. A verdade é que escutamos o tempo todo sobre a importância de nos importamos com o meio ambiente, com os nossos políticos e para onde vai o dinheiro publico e etc. Mas ao começar á falar disso, ao começar a viver por isso e realmente se importar, a gente percebe que as pessoas á nossa volta não gostam de gente que se importam. Ninguém quer discutir o assunto nas rodas de conversa. Vamos beber e esquecer que vivemos em um mundo maluco e doente. Vamos fingir que esta tudo bem. E É por isso que eu gosto desse filme. Pões ele conta a historia de alguém verdadeiro. Alguém que existiu e que fez alguma coisa mesmo que no final desse errado. Me lembro um pouco de Jesus, mas claro que Jesus tinha um outro propósito, mas ainda assim eu penso em Jesus quando vejo esse filme. O filme conta a historia de um jovem rapaz que após se formar na universidade decide largar tudo. Ele doa seu dinheiro para uma instituição de caridade, abandona seu carro e segue á pé em uma jornada rumo ao Alasca com o objetivo de sentir á natureza por si só e viver dela. Ele aprende á caçar, se alimenta de frutas que encontra pelo caminho, trabalha em alguns lugares e após juntar algum dinheiro parte novamente vivendo com o mínimo possível. No caminho ele conhece varias pessoas e passa por situações inusitadas. Uma aventura que poucas pessoas teriam coragem de fazer. Mas é uma historia verídica. Aconteceu, e existiu um Chris. Saber que existem pessoas que se incomoda com o sistema, que se sentem injustiçados e que sentem raiva me alivia às vezes. Me identifico demais com esse personagem, mais que qualquer outro, e luto comigo mesma para me domar, para me manter quieta. Às vezes quero fugir e fujo, mas fujo em segurança. Tenho apego demais á algumas coisas para fazer algo assim. E isso me entristece, mas é um alivio também saber controlar esse lado. Não é bom viver assim. Não é bom sentir raiva, nem lutar contra um sistema tão forte. Dói muito. Mas a emoção ao ver um filme assim... Que mostra alguém tão extremo e corajoso, me faz chorar. Nos primeiros 20 minutos de filme eu já sinto aquela lagrima escorrer. Depois ao longo do filme vem mais uma e mais outra. Quando me dou conta estou com o rosto molhado, pensando na dor que ele sentiu.
A cena que ele caminha pela cidade reparando nos prédios á sua volta. No barulho da ambulância, nas pessoas de terno e gravata, sabendo que ele poderia ser um daqueles homens, mas se sentindo feliz por não fazer parte naquilo. Aquela cena me toca fundo na alma. Ao mesmo tempo em que me vejo em algumas atitudes de Chris, também vejo o que jamais poderia ser. Jamais seria como ele também. Meu ego, meu orgulho, é forte demais para deixar o terno e a gravata de lado. Sou parte do sistema e ainda não posso abrir mão disso. Acho que todos que verem esse filme com atenção iram se sentir assim como eu. Acredito mesmo não estar sozinha. Não devo ser a única que se questiona às vezes sobre o mundo, a política, as pessoas, a vida. Hoje na minha aula de Jornalismo Político meu professor estava falando das diferenças de partidos de esquerda e de direita e também falou um pouco sobre a ditadura e o preço que ainda pagamos pelo governo militar. Me virei para o lado e comecei a conversar com um amigo e em um momento discutindo sobre á aula chegamos á conclusão de que ainda vivemos em uma especie de ditadura invisível e que ela chega tirando á voz daqueles que querem mudança, poes sempre que alguém tenta,de alguma forma essa pessoa desaparece ou é ridicularizada. Me desculpem o desabafo, o post é para falar do filme mas, essa historia me desperta tantas coisas,tantas emoções... Vou parando por aqui. E eu claro que recomendo sempre que todos vejam esse filme.
Veja o filme com carinho e atenção. Abra o coração para receber á linda mensagem dessa historia.

título original:Into the Wild
gênero:Drama
ano de lançamento:2007
site oficial:http://www.intothewild.com/
direção: Sean Penn
elenco: Emile Hirsch (Christopher McCandless) ,Marcia Gay Harden (Billie McCandless) , William Hurt (Walt McCandless) ,Jena Malone (Carine McCandless)
Brian Dierker (Rainey) ,Catherine Keener (Wayne Westerberg) ,Kristen Stewart (Tracy)